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Melatonina

A 5-metoxi-N-acetiltriptamina, mais conhecida como Melatonina, é um hormônio produzido pela pineal, uma glândula endócrina, por meio da conversão do substrato serotonina. Tem funções diversas, tais como imunomodulação, antioxidante, anti-inflamatória e antitumoral. Por ser secretada durante o período escuro, age na regulação do ritmo circadiano, do sono e na diminuição da temperatura do corpo. Sua função mais relevante se refere ao controle do ritmo circadiano e da sazonalidade. Possui pequena concentração plasmática, sendo efetivamente indetectável em alguns pacientes. Porém, doses diminutas exógenas diárias de melatonina são capazes de induzir o sono em indivíduos saudáveis, além de atuar na melhoria da qualidade do sono.

  • Melatonina e a regulação dos ritmos biológicos 

Entre as várias ações da Melatonina já comprovadas, se destacam: imunomodulatória (agindo sobre linfócitos, citocinas, entre outros), anti-inflamatória (inibindo prostaglandinas e regulando a COX-2), antitumoral (inibindo a proliferação celular e suprimindo a recaptação do ácido linoléico, regulando assim receptores de estrogênio), antioxidante (regulando pró-oxidantes envolvidos na síntese do óxido nítrico e lipoxigenases), e cronobiológica (regulando os ritmos biológicos).

Dessas funções, a melhor demonstrada é a cronobiológica. Sabe-se hoje que a Melatonina é o “tradutor neuroendócrino” do ciclo claro-escuro. Sob o comando do sistema nervoso, a glândula pineal controla, através da Melatonina, os ritmos circadianos e as alterações sazonais dos mamíferos. Em condições normais, a produção e secreção de Melatonina são maiores no inverno (noites longas) que no verão (noites curtas) e essa alternância na duração da secreção serve como sinal temporal para a organização de diversas atividades biológicas. Assim, a Melatonina é a mais importante substância sincronizadora endógena, controlando padrões secretórios de diversas substâncias, como o cortisol, por exemplo.

  • Indicações
    • Distúrbios do sono;
    • Tratamento do Parkinson;
    • Prevenção de enxaquecas;
    • Tratamento da obesidade;
    • Recuperação muscular pós-treino;
    • Desenvolvimento muscular;
    • Retardo na evolução do Alzheimer;
    • Prevenção e combate do câncer;
    • Alopecia androgenética (uso tópico).

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Referências

GALANO, A. et al. Melatonin as a natural ally against oxidative stress: a physicochemical examination. Journal of pineal research. v. 51, n.1, p. 1-16, 2011.

GARFINKEL, D. et al. Improvement of sleep quality in elderly people by controlled-release melatonin. The Lancet. v. 346, n. 8974, p. 541-544, 1995.

HAIMOV, I. et al. Melatonin replacement therapy of elderly insomniacs. Sleep. v. 18, n. 7, p. 598-603, 1995.

HICKIE, I. B.; ROGERS, N. L. Novel melatonin-based therapies: potential advances in the treatment of major depression. The Lancet. v. 378, n. 9791, p. 621-631, 2011.

REITER, R. J. et al. Melatonin: a multitasking molecule. Progress in brain research. v. 181, p. 127-151, 2010

TAMURA, H. et al. Melatonin as a free radical scavenger in the ovarian follicle. Endocrine journal. v. 60, n. 1, p. 1-13, 2013.

 

 

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